A significação musical – um estudo semiótico da música instrumental erudita

A linguagem apresenta duas propriedades evidentes: (1) a referência, quando se trata das coisas e dos fatos; (2) a capacidade de construir visões de mundo. Em seus estudos, Jean-Marie Floch deduz, ainda, outras duas propriedades: a (3) função oblíqua, ao se questionar a referência direta entre palavras e coisas ou entre discursos e fatos; e a (4) função substancial se, por meio da materialidade das coisas, problematiza-se, dessa vez, a função construtiva. Isso posto, valendo-me desse modelo, encaminho, em A significação musical – lançado em 2015 –, propostas de análise das relações entre as semióticas verbais e musicais; partindo da música de programa – (1) a música como referência – e da música pura – (2) a música como construção –, verifica-se como, nas vanguardas musicais, exploram-se outros dois regimes musicais, pautados pela ora pela obliquidade ora pela substancialidade.

Artigos

A pureza da pauta

Esse é o meu sexto livro de poesias, publicado em 2017 pela editora Córrego. Na maioria dos poemas, componho versos de amor; não se trata do enlace a perder de …

Aos pés das letras – antologia podólatra da literatura brasileira

Com mesmo espírito levado a cabo na Antologia SM, organizada por mim e pelo Glauco Mattoso em 2008, coordenamos, em 2011, a antologia da podolatria, Aos pés das letras. Novamente, …

A semiótica da canção: letra, música e performance

Considerando a variedade do gênero canção, seja nos registros marcados pela indústria cultural seja na forma erudita, pautada pelo experimentalismo, encaminha-se um modelo semiótico da canção orientado pelas relações entre …

Leila Míccolis e a literatura brasileira

Em 2012, tive o prazer de organizar, juntamente com a autora, a poesia completa de Leila Míccolis até então, no volume Desfamiliares, do qual escrevi a introdução; anos depois, em …