A significação musical – um estudo semiótico da música instrumental erudita

A linguagem apresenta duas propriedades evidentes: (1) a referência, quando se trata das coisas e dos fatos; (2) a capacidade de construir visões de mundo. Em seus estudos, Jean-Marie Floch deduz, ainda, outras duas propriedades: a (3) função oblíqua, ao se questionar a referência direta entre palavras e coisas ou entre discursos e fatos; e a (4) função substancial se, por meio da materialidade das coisas, problematiza-se, dessa vez, a função construtiva. Isso posto, valendo-me desse modelo, encaminho, em A significação musical – lançado em 2015 –, propostas de análise das relações entre as semióticas verbais e musicais; partindo da música de programa – (1) a música como referência – e da música pura – (2) a música como construção –, verifica-se como, nas vanguardas musicais, exploram-se outros dois regimes musicais, pautados pela ora pela obliquidade ora pela substancialidade.

Artigos

O discurso jurídico nos termos do discurso poético

Partindo da canção “Hino de Duran”, de Chico Buarque – um dos temas da Ópera do malandro, referente, justamente ao espírito das leis –, analisam-se, por meio da semiótica e …

O Tratado de direito natural, de Tomás Antonio Gonzaga

Na virada do século XX para o século XXI, trabalhei com professores de direito; desse diálogo, desenvolvi, naquela época, uma análise discursiva do Tratado de direito natural, do poeta jurista …

O discurso publicitário: rede semiótica e circulação social

Prosseguindo na análise dos discursos, neste artigo verifica-se o estatuto semiótico do discurso publicitário em comparação com os discursos político e jornalístico, mediante o estudo de três revistas: (1) Vip …

Semiótica e tipologia dos discursos

A tipologia dos discursos, embora não se reduza a um tópico da semiótica, é constantemente abordada em suas concepções; para contribuir com tema, neste artigo encaminham-se, pelo menos, três discussões: …