Em meio aos campos da literatura, da música e das artes plásticas, a semiótica abrange, ainda, os processos de degustação, próprios do paladar, e as diversas linguagens da arte culinária. Dos trabalhos mais conhecidos sobre o tema, citam-se os ensaios semióticos sobre uma receita de sopa, de Algirdas Julien Greimas, e os estudos de Jean-Marie Floch sobre pratos de comida e bebedores de cerveja; nosso artigo vem, justamente, ao encontro deles, ao propor um percurso gerativo da degustação e um modelo sobre os regimes semióticos da arte culinária. Este texto foi publicado, a primeira vez, no livro Semiótica do sensível – questões do plano de expressão, 2020, organizado por Renata Mancini e Regina Gomes; a versão atual foi revista e devidamente modificada.